Publicado em Liberdade, Mãe natureza, Sonhos

A natureza Esquecida

Gosto é da natureza, gosto de ouvir os tin-tirins dos animais, do contacto com o barro; gosto é das coisas simples, dos campos, da gente da terra e da gente como eu. Aqui todos são livres, aqui guiamos pela natureza. Não há liberdade maior que essa! Aqui não há preocupações, não conhecemos a palavra guerra. Aqui vivemos do que a natureza dá, levantamos com o nascer do sol, vamos ao campo e cuidamos dos nossos animais e das nossas plantações e voltamos à casa com o pôr do sol. Aqui todos somos iguais, as mulheres ajuda nos campos. As crianças brincam, saltitam de um lado para outro, brincam com pedaços de paus e cordas; brincam com o que a natureza dá, com um pouco de fios e pedaços de madeiras criam carrinhos de brincar e correm de um lado para outro até não sobrar energia. Aqui somos todos amigos, conhecemos a todos e cuidamos uns e dos outros. Aqui é o início de tudo, onde o único limitador é a própria natureza.

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Publicado em Motivação, Nostalgia, Sonhos

Sonhos

-De que são feitos os sonhos?

Perguntou o menino olhando para o velho senhor que encontrará sentado a berma da estrada. O velho senhor, não muito surpreso com a pergunta do pequeno, olhou fixamente para ele que parecia um mine-adulto de pé, pois tinha um ar de muito sério e disse:

-Sonhos são pedaços de retratos das nossas vidas não vividas. Olhando para o menino, apontou-lhe com o dedo no peito e voltou a dizer – sonhos são feitos de meninos assim como tu.

– De meninos como eu? perguntou o menino, mas agora com um olhar que brilhava sobre o velho senhor.

-Sim de menino como tu! Morre um homem, mas com ele inúmeros sonhos. Mas tu és jovem, tens muitos sonhos para viver. Mas o que me dói na alma, são pessoas que vivem os sonhos das outras pessoas e esquecem de viver os seus próprios sonhos.

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A Carta para minha Sobrinha

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Sinto-me mais velho a cada dia que passa. Os anos chegam e com eles as responsabilidades. Lembro quando tinha os meus 10 anos e como desejava ter os 18, mas agora com 23 anos só gostaria de recuar um pouco a trás.

Está semana um anjo, proclamou na minha janela, dizendo que sou tio-avô, uma noticia como está deixou o teu tio muito feliz, o que significa também que estou a ficar velho. É interessante como redescobrimos o tempo quando olhamos a nossa volta. Reparamos que o que era pequeno, agora já é grande e o que existia deixou-se de existir. O tempo passa e a criança que fomos um dia deixamos de o ser e adulto que fomos um dia, agora só nos resta cabelos grisalhos na cabeça. Apesar de ainda ser jovem, começo a sentir a responsabilidade de começar a passar bastão para os que vêm, assim como numa corrida de estafeta. Sei que ainda não sabes ler, mas fica apenas umas dicas do teu tio-avô:

Oh minha sobrinha, não tenha pressa em crescer, aproveita cada momento que for preciso enquanto bebé.

Não seja como o teu tio que desejou ser adulto rápido.

Não tenha receio em tropeçar, o teu tio também já tropeçou muitas vezes; o importante é saber sempre levantar. A queda nos ajuda a ser mais forte.

Faça muitos amigos, é importante termos amigos, nos ajuda a crescer como pessoa. Mas também é importante ter melhor amigo, mas vou deixar isso para o teu critério.

Ouvi sempre a mamã, porque a mãe é fonte da vida e não há ninguém no mundo tão forte e corajosa como mãe.

Oh minha sobrinha, é uma honra ter-te na família. Apesar da distância o tio estará sempre aqui para te apoiar.

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Obrigado !!

Por mais difícil que seja o percurso em que estamos, vamos encontrar sempre alguém que nos dá força, para continuar em frente. Saber que não estamos sozinho motiva-nos a seguir em frente.

Uma voz na nossa cabeça que diz, “tu consegues”, “és forte”, “és inteligente”. Isso deixa-nos feliz. Simples palavras pode mudar uma montanha, simples palavras pode mudar um país, simples palavras pode salvar uma vida.

Agradeça todos os dias aquela pessoa que te inspira a seguir em frente. Aquela pessoa que sempre esteve lá para te apoiar e te dar o suporte que precisas.

Um simples obrigado não basta…

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O encontro com a tempestade

Chuva

Passo, passante largo; deixa saudades que se vai passando com tempo; tempos que se vão e não se voltam. Dançantes trovões me acompanham nesta viagem. O vento ondulante manifesta a sua insatisfação. Observo a magnitude do mar, num vai e vem para que não se perdure a saudade da terra. Lembro que já a sete anos que não vejo a minha terra natal. Oh…tempo inimigo do homem! Terei eu ainda tempo? Do lado oposto da ponte, observo uma jovem a lutar contra o vento, desafiando os seus limites. E assim, a chuva dançava solenemente e o vento guiava-o ao seu belo prazer. Um casal de pássaro alegre banhava nos pequenos riachos que se iam formando com as incontáveis gotas de chuva que se vestia sobre nós. O céu rugia e relampagueava, proclamando o seu nome nos quatro cantos da terra. Enquanto espectador observava tudo o que acontecia ao meu redor e tudo a minha volta tinha mais vida do que eu.

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E de repente o vento levou

E de repente o vento levou. Tudo parece tão distante. Ansiava por este dia, mas de repente o vento levou. Passou tão rápido e tão melancólica. Tantos planos, mas para nada serviu. Terei eu uma terceira oportunidade? Pergunto eu, já sabendo resposta.

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Dias Cinzentos

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-Chegou a hora; dizia ela com rios de lágrimas no rosto.

Um adeus mudo rompeu no fundo do peito; podia ser um até já, mas sabíamos que nesta vida jamais nos encontraríamos. Essa pessoa que se encontrava ali, com a cara pálida estava num sono profundo; o seus cabelos grisalhos transbordava a sabedoria e as suas rugas, as batalhas que na vida conquistou.

Quem foi que deu a morte o direito de opinar nas nossas vidas?

O Juiz que julga, sem freio nas mãos; impõe a sua sentença, sem que tenhamos forma de nos defender. Todos nós estamos ao seu mercê, este não escolhe, pois é autoritário é egocêntrico. Mas o que dá mais medo, não é da morte, mas sim do Homem que se veste de morte, querendo fazer papel de juiz; um mero mortal.

E como num ritmo de musica melancólica, seguíamos como se estivéssemos numa corda bamba; e passo a passo, como quem dançava numa melodia de ninar.

Sentimos a dor, sem ter dor. E como um rebanho, mantínhamos unidos, para que não nos desfalecêssemos no caminho.

Novos dias virão, mas a verdade é que nunca esqueceremos desse dia…cinzento estava o nosso coração e totalmente devastado.